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Ângelo Monteiro
Nasceu em Penedo, estado de Alagoas, Brasil, em 21 de junho de 1942, filho de Tomé Rios Monteiro, cirurgião-dentista, e de Maria de Lourdes Casado Monteiro, operária de indústria têxtil. Com a morte de sua mãe, mudou-se com a família para Pernambuco, onde, depois de se criar em Gravatá, finalmente se radicou, em 1971, no Recife, capital do estado, aí fazendo seu curso superior em Filosofia e se tornando, por meio de concurso público, professor de Estética e de Filosofia da Arte na Universidade Federal de Pernambuco.
Poeta não só representativo mas também significativo – com uma das poéticas mais inquietantes e enigmáticas do Brasil contemporâneo –, Ângelo Monteiro já tem uma obra considerável tanto na poesia como no ensaio, da qual podem ser enumerados os seguintes títulos:
• Proclamação do verde (Recife: Ed. Universitária, 1969 – poesia);
• Didática da esfinge (Recife: Imprensa da Universidade Católica de Pernambuco, 1971 – poesia);
• Armorial de um caçador de nuvens (Recife: Imprensa Universitária, 1971 – poesia);
• O inquisidor (São Paulo: Quíron, 1975 – poesia);
• O ignorado (Recife: Pirata, 1980 – poesia em prosa);
• O rapto das noites ou o sol como medida (Rio de Janeiro: José Olympio/Fundarpe, 1983 – poesia);
• Tratado da lavação da burra ou Introdução à transcendência brasileira (Recife: Bagaço, 1986 – ensaio);
• O exílio de Babel (Recife: Fundarpe/Cia. Ed. de Pernambuco, 1990 – poesia);
• As armadilhas da luz (Recife: Editora Universitária, 1992 – poesia);
• Recitação da espera (Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1992 – poesia);
• Poemas de Ângelo Monteiro (Recife: Fundarpe, 1995);
• Os olhos da vigília (Lisboa: Aríon, 2001 – poesia) e
• O conhecimento do poético em Jorge de Lima (Rio de Janeiro: Calibán;
Alagoas: Edufal, 2003 – ensaio).
Conta, ainda, com vários textos inéditos, tanto na poesia como no ensaio. |