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Martin Buber
Martin Buber nasceu em 8 de fevereiro de 1878 em Viena, Áustria. Ele cresceu em Lemberg, junto ao avô, Salomon Buber, especialista em midrash, forma narrativa criada por volta do século I a.C. em Israel pelo povo judeu. Martin tomou contato pela primeira vez com crentes e rabinos chassídicos em Sadagora, Galícia. Depois de frequentar o ginásio polonês, ele estudou fi losofi a, germanística, história da arte, psiquiatria e psicologia em Viena, Leipzig, Zurique e Berlim, tendo sido aluno, entre outros, de Wilhelm Dilthey e Georg Simmel. Entre 1898 e 1903, Martin Buber participou do movimento sionista; em 1901, tornou-se redator da revista sionista semanal Die Welt; em 1902, foi um dos cofundadores da editora Jüdischer Verlag. Até 1916 Martin Buber viveu por quase dez anos em Berlim; do início de 1916 até sua emigração à Palestina, em 1938, em Heppenheim.
Em 1899, casou-se com Paula Winkler, que participava de seu trabalho e, ao mesmo tempo, também escrevia sob o pseudônimo de Georg Munk. De 1905 em diante, Buber trabalhou como editor de texto para a editora Rütten & Loening, onde editou, entre outros, quarenta volumes da coleção de monografi a de psicologia social Die Gesellschaft [A Sociedade]. Martin Buber ocupou-se intensamente com a mística alemã, sobretudo com a mística judaica oriental do chassidismo. Na época do nazismo, a princípio, ele trabalhou com Ernst Simon, na construção de uma educação judaica para adultos, com a esperança e o objetivo de dar consciência do próprio valor, força para resistir, ao ameaçado judeu alemão. Em 1938, Martin e Paula Buber emigraram para a Palestina. Buber tornou-se professor de fi losofi a social na Universidade Hebraica em Jerusalém. Lá, ele fez novas tentativas no campo da pedagogia popular. Em 1949, fundou o seminário para educadores de adultos, que dirigiu até 1953.
Desde o começo Buber lutou por um entendimento com os árabes, sendo compreendido e apoiado apenas por poucos que seguiam seus mesmos princípios. Depois da Segunda Guerra Mundial, a infl uência de Martin Buber estendeu-se sobre todo o mundo, sendo especialmente importante na Europa Ocidental e nos Estados Unidos. Ele recebeu diversas honrarias: em 1951, o Prêmio Hanseático Goethe; em 1953, o Prêmio da Paz da Câmara Alemã do Livro; em 1963, o Prêmio Erasmus. Nesse momento crítico da história do mundo, nos anos posteriores a 1945, quando se tornou possível novamente para um professor que vivia em Israel visitar a velha Europa e até a antiga pátria linguística alemã, Buber desejou para si mesmo uma síntese. Milhares de histórias tinham sido contadas; agora, o olhar dele voltou-se mais uma vez para a humanidade: em que esse ensinamento chassídico serve para nós? Como o convívio com o grande maggid, com Levi Jizchak von Berditschen, com Israel de Kosnitz, nos ajuda em nosso caminho humano? Esta obra, escrita há mais de cinquenta anos, na qual o "mistério da existência" foi imaginado de maneira quase serena e luminosa, não perdeu nada de sua atualidade. Nós, leitores bisnetos de hoje, e nós, os leitores dos anos 1950 que envelhecemos, entendemos o que quer ser entendido corretamente como ajuda. E a palavra "ajuda" tem um especial eco buberiano: "Os anjos, dizem os chassídicos, nascem da ajuda realmente dada". Buber escreveu esta frase num agradecimento a Albert Schweizer, a quem se sentia especialmente ligado como um "apóstolo do imediato"; e nós, aqueles que, tocados a cada vez pela ayeka divina, procuram pela resposta, pegamos para nós as belas palavras da mão de Buber: recebemos ajuda, ao mesmo tempo atual e intemporal. Buber faleceu em 13 de junho de 1965 em Jerusalém. |