Formato: 18 X 25 cm
Nº de Páginas: 288
Acabamento: Brochura
Sinopse
...podemos dizer que estamos diante de um livro pioneiro, e tratando-se de Gilberto Freyre,
uma obra fundamental e fundante, junto com sua extensa produção sociológica, não só da sociologia e do pensamento sociológico no Brasil, mas da Sociologia da Medicina no Brasil.
A Sociologia Médica cujas obras propriamente sociológicas e antropológicas, surgem na
Inglaterra e nos Estados Unidos, no final dos anos 20, do século passado, inspiram Gilberto
Freyre e sua discussão sobre a medicina no Brasil, nos trópicos. Freyre toma medicina e
os médicos com objeto de análise sociológica. Ao mesmo tempo em que pensa o papel do
sociólogo e da sociologia na interpretação das doenças que afetam o homem nos trópicos,
destaca as contribuições da sociologia e da antropologia para os médicos em sua prática.
Se reporta muitas vezes ao médico sociólogo, ao sociólogo médico, ao médico antropólogo
e ao antropólogo médico, e assim aproxima as ciências sociais da medicina, referindo-se à
necessidade dessa aproximação e da formação sociológica e antropológica do médico, como condição para um entendimento do homem, não só do homem doente, mas das circunstâncias que envolvem o adoecimento. Portanto, vai além da doença e do corpo, propondo assim, de forma inovadora, que se pense – o homem, o corpo e a doença- não só em sentido biológico, como a racionalidade e o discurso biomédico nos fazem crer. No encontro da medicina com a sociologia e dos sociólogos com os médicos o que Gilberto Freyre nos propõe é o desafi o de pensarmos estas categorias em duas dimensões, a biológica e a social. E aqui nos encontramos com um Gilberto Freyre que desmonta o chavão corrente na biomedicina atual que o homem é um ser biopsicossocial.
GFreyre Bienal
Do prefácio de José Miguel Rasia
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