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Paulo Mercadante

O advogado foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, da Academia Brasileira de Filosofia e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira de Lisboa. Coordenou com Antônio Paim as edições oficiais, pelo Ministério da Educação, dos Estudos de Filosofia e das Obras Completas de Tobias Barreto. Autor do clássico A Consciência Conservadora no Brasil e, pela EdUSP, de Tobias Barreto na Cultura Brasileira: uma reavaliação. Integrou a bancada do Partido Social Democrático na Constituinte mineira de 1946. Na juventude militante de esquerda, presidente de centro acadêmico e delegado do Congresso da UNE, afastou-se posteriormente das ideologias revolucionárias. Após a licenciatura, deu aulas de filosofia e várias outras disciplinas. Atuando profissionalmente no exterior durante os anos 1970, presenciou a Revolução dos Cravos em Portugal. Lá participou de diversos colóquios sobre Tobias Barreto, Miguel Reale, Sílvio Romero etc., que se tornaram livros editados pela Fundação Gulbenkian, Universidade Nova de Lisboa, entre outras publicadoras. No Brasil, participou de encontros sobre Antero de Quental e Sampaio Bruno. Escrevia para a Revista Brasileira de Filosofia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Correio da Manhã, Jornal do Comércio, Jornal do Brasil e Diário de Notícias. Era descendente de humanistas e músicos da Itália meridional, entre eles o compositor Saverio Mercadante. Faleceu em 2013.