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A Mentalidade Conservadora - De Edmund Burke a T. S. Eliot

40%
AUTOR:
Kirk, Russell

TRADUÇÃO:
Brito, Márcia Xavier de

APRESENTAÇÃO:
Catharino, Alex

Editora:
É Realizações

Gênero:
Ciências Humanas e Sociais

Subgênero:
Política

Formato:
16 x 23 cm

Número de Páginas:
832

Acabamento:
Capa dura

ISBN:
978-65-86217-23-0

Ano:
2020
Pertence à coleção:
Coleção Abertura Cultural

Tags:
pensamento conservador, política americana, filosofia política e história da política

A Mentalidade Conservadora - De Edmund Burke a T. S. Eliot

R$211,00 R$126,60

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Sinopse

Alguém que desejasse entender o conservadorismo e precisasse se limitar à leitura de um único livro não teria alternativa: essa obra só pode ser A Mentalidade Conservadora, de Russell Kirk. Não porque se trate do “texto sagrado” do movimento; ao contrário, o que torna este volume uma leitura obrigatória é a premissa de que, não sendo o conservadorismo um conjunto de dogmas, o único modo de compreendê-lo é examinar a atitude que no decorrer do tempo foi a de seus expoentes. Assim, Kirk identifica o iniciador da postura conservadora moderna – Edmund Burke – e traça um panorama aprofundado de seus herdeiros intelectuais, principalmente anglo-americanos. As figuras apresentadas (John Adams, Coleridge, Tocqueville, Babbitt, Santayana, Eliot e outros) divergem em não poucos temas, mas unem-se no cultivo de uma “imaginação moral”, que reconhece a “graça natural da existência”. Avaliando criticamente sua pertinência para a contemporaneidade, o objetivo primordial do ensaio é reavivá-la.

Sem prejuízo de sua aversão ao papel de programa partidário, A Mentalidade Conservadora chegou a ser lida e estimada por presidentes dos Estados Unidos da América. Seu lançamento em português era ansiosamente aguardado no Brasil. Esta edição, em acabamento de luxo, conta com textos de Alex Catharino, pesquisador do Russell Kirk Center, e foi traduzida a partir da 7ª edição revista, considerada final pelo autor.

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SOBRE O LIVRO

 
Russell Kirk foi a um só tempo um analista crítico e um reformulador conceitual do conservadorismo. A Mentalidade Conservadora, que ele começou a escrever com menos de trinta anos de idade, transmite o entusiasmo de um jovem – mas já erudito – que, examinando a tradição intelectual de seu povo, descobre uma vertente vibrante, promissora para a era contemporânea. O texto foi originalmente defendido como tese de doutorado e alcançou o feito de recuperar a respeitabilidade intelectual dessa corrente política. Valendo-se da crítica literária e da história das ideias como ferramentas, o autor reconstrói um painel que, ao ser consultado, descreve o conservador “como estadista, como crítico, como metafísico e como homem de letras”. De Edmund Burke a T. S. Eliot, a galeria é seleta e declaradamente desconsidera alegados conservadores que tenham sido antidemocráticos, absolutistas, antiparlamentaristas ou individualistas anárquicos. O que o livro entende por conservadorismo se baseia precisamente no respeito aos hábitos e à sabedoria comum, no apreço à experiência acumulada pelos sujeitos, pelos países e pela espécie: o que tem por antípoda não a mudança, mas o utilitarismo, a burocratização da vida, a massificação social, a homogeneização cultural, a centralização administrativa e o industrialismo despersonalizador.

“Tanto o impulso para melhorar quanto o impulso para conservar são necessários para o funcionamento saudável de qualquer sociedade. Unirmos nossas forças ao partido do progresso ou ao partido da permanência dependerá das circunstâncias do tempo”, ensina Russell Kirk. Entre os resultados do exame feito em A Mentalidade Conservadora está a defesa de que ordem (entendida como harmonia), liberdade e justiça são princípios indissociáveis e inegociáveis na organização de um povo. Uma tão integral consideração da vida em comunidade distinguiu o conservadorismo kirkiano de outras reações à esquerda, pois implicava que a política e a economia dependem da cultura e da moral como fundamentos. A particularidade desse entendimento marca a repercussão do livro, que motivou a resposta de Hayek, “Por que não sou conservador”, e foi visto como herdeiro das considerações feitas por Richard M. Weaver em As Ideias Têm Consequências e por Eric Voegelin em seus muitos escritos. Tendo o autor se tornado uma personalidade nacional com esta obra, pode-se dizer que, como Burke esteve para a Grã-Bretanha no pós-Revolução Francesa, Kirk esteve para os Estados Unidos no pós-Guerra. E o que o motivou permanece convidativo, para todos: “é gratificante restaurar e redimir o próprio patrimônio – para salvar o mundo do suicídio”.

Editada por T. S. Eliot na Inglaterra, A Mentalidade Conservadora é o livro em que Russell Kirk radiografa a postura que carrega “o senso de que a vida vale a pena ser vivida”. Visto que constitui uma sensibilidade, ela confia em que “homens de imaginação, e não líderes partidários, determinam o curso supremo das coisas”. Mais ainda, consiste na descrença sistemática do poder como salvador; para Kirk: “É possível vencer as eleições mesmo estando sobrecarregado pelas circunstâncias sociais e a prosperidade material mascarar, por um tempo, a dissolução moral”. A versão brasileira do ensaio traduz integralmente a 7ª edição, que o autor considerou final, e oferece, ao término, índices remissivo e onomástico. A isto se somam – além do acabamento de luxo e das fotos que ilustram a abertura de cada capítulo – uma apresentação e um posfácio de Alex Catharino, pesquisador do Russell Kirk Center. No primeiro texto, ele situa o argumento kirkiano na discussão acadêmica recente; no segundo, são narradas a origem conservadora da democracia representativa no Brasil, a extensa linhagem nacional de intelectuais conservadores (abarcando figuras como Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre e Paulo Mercadante) e a mais ampla estabilidade política da história do país, proporcionada pela convivência no Segundo Reinado de conservadores e liberais.

Endossos

 
“O autor de A Mentalidade Conservadora é tão implacável quanto seus inimigos, Karl Marx e Harold Laski, consideravelmente mais moderado e acadêmico e, em certas passagens deste livro agradável de ler, brilhante e até mesmo eloquente. [...] Este não é um livro de anti-comunismo, mas sim de anti-pré-comunismo. Entretanto, de fato, ele não é um livro ‘anti’ o que quer que seja. [...] A Mentalidade Conservadora é uma história tanto quanto um argumento.” - GORDON KEITH CHALMERS, The New York Times (17/5/1953)

 “Kirk conta a sua história da corrente conservadora com o ardor que é próprio a ela. Até mesmo americanos que não concordam com ele podem sentir esse ardor – e sentir, quem sabe, o deslumbramento da intuição e do profetismo conservadores, que ressoam no decorrer destas décadas decepcionantes.” - MAX WAYS, Time (6/7/1953)

“Americanos pensantes, preocupados com a rapidez com que teorias totalitárias e revoluções se espalham por grande parte do mundo, deveriam ler o marco no pensamento contemporâneo escrito por Russell Kirk.” - HARRISON SMITH, The Washington Post “O próprio Sr.

"Kirk não é um conservador comum, mas um humanista religioso de alta estirpe, e parece que ele gostaria de recuperar para o conservadorismo todo o corpo de doutrinas tal como Burke o entregou aos modernos. [...] O Sr. Kirk apresenta suas personalidades por meio de um bom método, deixando-as falar por si mesmas em parte, e em seguida as sintetizando e arrematando. [...] pode haver uma grande dose de interesse em seu teologismo e humanismo.” - JOHN CROWE RANSOM, The Kenyon Review

“A erudição de Kirk é, obviamente, da mais alta ordem. [...] Por certo, o assim chamado ‘neoconservadorismo’ do período pós-guerra assume nova substância com a publicação deste livro.” - CLINTON ROSSITER, American Political Science Review

“Este livro eloquente e ousado deveria encorajar os atuais conservadores a abrir os olhos de muitos para o esplendor de sua herança moral.” - L. P. CURTIS, Yale Review “A Mentalidade Conservadora, de Russell Kirk, foi um grande feito, poderíamos até mesmo dizer um feito histórico.” - HENRY REGNERY, na introdução

“O livro de Russell Kirk é muito interessante e bem escrito. [...] A Mentalidade Conservadora é um livro muito agradável de ler, escrito sem raiva nem obscuridade.” - MARCELO COELHO, Folha de S.Paulo (31/5/2012)

Curiosidades

 
• Trata-se do texto mais importante do conservadorismo moderno, cuja tradução era ansiosamente aguardada no Brasil.

• Entender a tradição conservadora se tornou uma tarefa urgente, e um interesse de muitos estudiosos, no país.

• Há mais de uma década, a É Realizações Editora tem introduzido no debate público obras de Russell Kirk e de autores por ele influenciados.

• Mesmo à parte do enfoque no conservadorismo, o livro guarda relevância como um estudo de história das ideias e de crítica literária.

• Russell Kirk é conhecido pela fluência de sua prosa, que torna agradável mesmo a leitura dos tópicos mais densos da sua argumentação.

• Na galeria de figuras abordadas pelo ensaio, estão nomes de grande interesse para públicos variados. Entre eles: Edmund Burke, Alexander Hamilton, John Adams, Samuel Taylor Coleridge, William Wordsworth, Jeremy Bentham, Alexis de Tocqueville, Benjamin Disraeli, Cardeal John Henry Newman, John Stuart Mill, Auguste Comte, Irving Babbitt, George Santayana, Robert Nisbet e T. S. Eliot.

• Alguns desses autores – Eliot, Wordsworth e Stuart Mill – possuem títulos publicados pela É Realizações e pela Editora Filocalia.

• A Mentalidade Conservadora – De Edmund Burke a T. S. Eliot foi o responsável intelectual pelo ressurgimento do movimento conservador americano no pós-Guerra, e chegou a ser editado na Inglaterra pelo próprio Eliot.

• Outro fator de relevância do livro, a torná-lo um marco na história das ideias e leitura obrigatória inclusive aos que dele discordam, é que ele estimulou respostas como o célebre artigo “Por que não sou conservador”, do libertário austríaco Friedrich Hayek.

• Kirk mostra de partida não comporem a tradição que lhe interessa ditos conservadores que se revelem antidemocráticos, absolutistas, antiparlamentaristas ou individualistas anárquicos. • O argumento desenvolvido neste escrito é cirúrgico em recuperar o caráter do conservadorismo como uma sensibilidade que aceita a “graça natural da existência” e se convence de que “a vida vale a pena ser vivida”; uma postura que se expressa, sobretudo, não em líderes partidários, mas em homens de imaginação; uma anti-ideologia que não tem o ganho eleitoral por meta, nem a aprovação popular por garantia de sucesso; uma atitude que não impõe a preservação como princípio, mas avalia em cada circunstância se o que se precisa é dela ou do progresso.

• Como inclinação sociopolítica, o conservadorismo aqui descrito constitui uma crítica constante – e, de fato, sempre pertinente – a dramas do mundo moderno como o utilitarismo, a burocratização da vida, a massificação social, a homogeneização cultural, a centralização administrativa e o industrialismo despersonalizador.

• Oferecemos o texto integral da 7ª edição revista, considerada final pelo autor, traduzido por Márcia Xavier de Brito, pesquisadora do Russell Kirk Center.

• Além de preservar o prefácio do autor e a introdução do editor norte-americano, o volume traz uma apresentação e um posfácio de Alex Catharino, pesquisador do Russell Kirk Center, que localiza o conservadorismo kirkiano no debate acadêmico atual e reconstrói a história do conservadorismo no Brasil, por sinal demonstrando o papel que ele teve na manutenção de nossa estabilidade política e no estabelecimento, aqui, do sistema representativo.

• Nesses textos, Catharino articula o pensamento de Kirk com outros autores de nosso catálogo, como T. S. Eliot, Eric Voegelin, Richard M. Weaver, Christopher Dawson, Roger Scruton, Gilberto Freyre, Paulo Mercadante, Thomas Sowell e José Guilherme Merquior.

• O lançamento é apresentado ao público em edição de luxo, com capa dura revestida em tecido e fotos – de Kirk e dos principais pensadores por ele examinados – na abertura dos capítulos.

SUA LEITURA SERÁ ESPECIALMENTE PROVEITOSA PARA:

 
• Conservadores e demais simpatizantes da direita política.

• Admiradores de Russell Kirk ou leitores de Roger Scruton, Christopher Dawson, Gertrude Himmelfarb, Gilberto Freyre, Leo Strauss, Michael Oakeshott, Thomas Sowell, Lionel Trilling, José Guilherme Merquior ou C. S. Lewis.

• Todos os curiosos por política, para quem a compreensão do conservadorismo se tornou uma urgência.

• Interessados nas personalidades examinadas pelo livro: Edmund Burke, Alexander Hamilton, John Adams, Sir Walter Scott, Samuel Taylor Coleridge, William Wordsworth, Jeremy Bentham, Alexis de Tocqueville, Nathaniel Hawthorne, Benjamin Disraeli, Cardeal John Henry Newman, Henry Adams, John Stuart Mill, Auguste Comte, Irving Babbitt, George Santayana, Robert Nisbet, T. S. Eliot.

• Pesquisadores de temas como pensamento conservador, conservadorismo anglo-americano, conservadorismo no Brasil, iluminismo britânico, romantismo literário, críticas à esquerda política, crítica cultural americana, religião e política, literatura e sociedade.

• Jovens que estão começando a se interessar por política.

• Estudantes de sociologia, ciência política, filosofia, história, ciências da religião, economia, letras ou gestão pública.

• Professores de história das ideias políticas, história das ideologias, pensamento político contemporâneo, pensamento político anglo-americano, sociologia da literatura, história do liberalismo econômico, filosofia política, filosofia contemporânea, teologia política, literatura americana contemporânea e crítica literária.

• Apreciadores do ensaísmo de língua inglesa do século XX.

• Políticos.