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Elogio da Superficialidade - O universo das imagens técnicas

AUTOR:
Flusser, Vilém

Editora:
É Realizações

Gênero:
Filosofia

Subgênero:
Filosofia

Formato:
14 x 21 cm

Número de Páginas:
320

Acabamento:
Brochura

ISBN:
978-85-8033-378-7

Ano:
2019
Pertence à coleção:
Biblioteca Vilém Flusser

Tags:
Filosofia da Comunicação

Elogio da Superficialidade - O universo das imagens técnicas

R$79,90

Sinopse

Em Elogio da Superficialidade - O universo das imagens técnicas, Vilém Flusser dá forma a seu pensamento maduro e proporciona uma reflexão pioneira sobre o significado cultural da linguagem mais exercitada em nossa era – a das tecnoimagens, produzidas por máquinas e ilimitadamente repetíveis. A obra expande ideias que em Filosofia da Caixa Preta são simplesmente vislumbradas, e interage de maneira frutífera com a ousada hipótese de Pós-História. Segundo o filósofo, a reprodutibilidade indefinida das novas imagens comporta uma ambiguidade que indica o desafio posto ao período atual: de um lado, o risco totalitário; de outro lado, uma intensificação das oportunidades de criação e de diálogo. Nossa edição traz como apêndices os capítulos da edição alemã que faltavam à versão brasileira, além de incluir ensaios de importantes estudiosos do pensamento flusseriano.

Leia mais informações sobre o livro logo abaixo da seção "MAIS OBRAS DE VILÉM FLUSSER"!

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SOBRE O LIVRO

Este livro, que marca a fase madura da obra de Vilém Flusser, foi um dos primeiros do mundo a pensar o significado cultural das imagens cuja proliferação caracteriza a nossa época. Estas são as imagens técnicas, captadas por máquinas e indefinidamente reproduzíveis. À sua disseminação não poderia ficar indiferente Flusser, segundo quem revoluções eclodem na técnica, e não na política, que não faz mais do que sacralizar formas de vida que foram moldadas por aquela. Para o autor, a aventura cultural tem consistido em explicar o mundo sobrepondo-lhe (e progressivamente substituindo-o por) abstrações. Do mundo pré-cognitivo, de circunstâncias concretas – a tetradimensionalidade –, a espécie humana passou ao ato de estender a mão e manipular objetos – a tridimensionalidade –, depois a observar com os olhos e registrar sobre planos os cenários imagéticos que descobria – a bidimensionalidade –, então a explanar conceitualmente o que vira, por meio da linearidade dos textos – a unidimensionalidade –, e enfim a lidar com a informação como com bits, no ato minimalista de apertar botões – liberdade criativa nunca antes experimentada: a zero ou nulodimensionalidade. Por pertencermos a esta última geração, nenhuma forma de pensamento será produtiva senão a que constituir um Elogio da Superficialidade.

As imagens tradicionais, por meio de abstração da vivência concreta, tornavam presente o ausente, remetendo a si mesmas como no movimento mítico do eterno retorno. Já as imagens técnicas, ao concretizar conceitos abstratos, nem insistem no cíclico nem restauram o linear: tornam etéreo o presente, repetindo-se ao infinito como átomos ou quanta. Essas tecnoimagens não registram acontecimentos, mas criam realidades; não se limitam ao espaço-tempo, por isso se opõem à historicidade. Expandindo um conceito já presente em Filosofia da Caixa Preta, Vilém Flusser corrige a interpretação que reduziu aquele livro a um escrito sobre fotografia; e faz Elogio da Superficialidade aproximar-se, antes, da hipótese audaciosa de Pós-História. As novas imagens são momentâneas, não-coisas, feitas de pixels, pós-escritas. Por um lado, têm como cerne o Nada e, associando-se como feixes à medida que se multiplicam, perigam constituir um modo de vida fascista. Por outro lado, potencializam como nunca o caráter criativo dos jogos e a capacidade de diálogo. Convidando o leitor a encarar o desafio, Flusser explora a dualidade já no ato da escrita, aprofundando o conflito que há entre os conceitos, permitindo às ideias experimentar a si mesmas e fazendo a prosa oscilar entre a brincadeira e o pensamento, o epidérmico e o abissal.

Elogio da Superficialidade – O universo das imagens técnicasse compõe de quinze capítulos sucedidos por “Música de câmera”, seção final que, segundo o autor, poderia também ser a primeira. O ensaio aparece aqui com a ordem entre título e subtítulo que Vilém Flusser originalmente estabeleceu em português, língua em que com frequência ele se permitia soar mais poético. Nossa edição recupera, como apêndices, cinco capítulos que o filósofo escreveu em alemão e que não constavam das primeiras edições brasileiras – aqui, traduzidos por Soraya Guimarães Hoepfner, doutora em Filosofia Contemporânea por UFPB-UFPE-UFRN e colaboradora do Instituto Martin Heidegger da Wuppertal Universität (Alemanha). Além disso, cinco posfácios enriquecem o volume, escritos por destacados pesquisadores flusserianos: Rodrigo Petronio, um dos coordenadores da coleção; Norval Baitello Júnior, doutor em Comunicação pela Freie Universität Berlin e professor titular da PUC-SP; Lucia Santaella, professora titular de Semiótica da PUC-SP e livre-docente pela ECA-USP; Lucrécia D’Alessio Ferrara, professora titular emérita da PUC-SP e professora titular aposentada da FAU-USP; e Marcos N. Beccari, designer, doutor em Educação pela USP e professor da UFPR.

 

ENDOSSOS

“Este é um livro-chave para o entendimento de Vilém Flusser. É nele que se desenvolve a espinha dorsal de sua obra madura (...).”
– NORVAL BAITELLO JÚNIOR, doutor em comunicação pela Freie Universität Berlin e professor titular da PUC-SP

“A leitura atenta de Elogio da Superficialidade – O universo das imagens técnicas não deixa dúvidas quanto às antecipações flusserianas sobre os destinos do universo digital.”
– LUCIA SANTAELLA, professora titular de semiótica da PUC-SP e livre-docente pela ECA-USP

 

CURIOSIDADES

• Elogio da Superficialidade – O universo das imagens técnicas é o livro que marca a fase de maturidade da obra de Vilém Flusser.

• Lido hoje, o ensaio se revela profético, tendo previsto a ambiguidade que a tecnologia criaria entre tentação totalitária e potencial de criatividade.

• Esta edição recupera a ordem entre título e subtítulo que o autor originalmente estabeleceu em português, e inclui como apêndice cinco capítulos da versão alemã que permaneciam inéditos no Brasil.

• O escrito guarda profunda afinidade com títulos de Flusser já publicados pela É Realizações, especialmente Pós-História e Filosofia da Caixa Preta.

• A coleção é coordenada por Rodrigo Maltez Novaes, pesquisador de doutorado filiado ao Arquivo Vilém Flusser da Alemanha, e Rodrigo Petronio, colaborador de Dora Ferreira da Silva, poetisa com quem Flusser também se correspondeu intensamente.

• Este lançamento conta com posfácios de importantes pesquisadores flusserianos: Rodrigo Petronio, Norval Baitello Júnior, Lucia Santaella, Lucrécia D’Alessio Ferrara e Marcos N. Beccari.

• Nossa edição faz jus ao pioneirismo das ideias de Flusser ao apresentá-las com um projeto gráfico moderno e sofisticado.

 

SUA LEITURA SERÁ ESPECIALMENTE PROVEITOSA PARA:

• Leitores de Vilém Flusser.

• Pesquisadores de temas como teoria dos media, metaontologia, sociedade técnica, críticas ao neofascismo, filosofia da fotografia, filosofia do design, teoria da complexidade, teoria das catástrofes, teoria das incertezas, teoria do caos, teoria dos jogos, teoria da emergência, inteligência artificial, intelectuais europeus exilados no Brasil, filosofia brasileira.

• Professores de filosofia da comunicação, filosofia da tecnologia, ética e tecnologia, sociologia do conhecimento, semiótica ou filosofia contemporânea.

• Estudantes de filosofia, comunicação, ciências sociais, fotografia, cinema, design ou linguística. • Apreciadores do ensaísmo filosófico de língua portuguesa.

• Interessados nas obras de autores que abordaram assuntos relacionados: Jean-Pierre Dupuy, Edgar Morin, Georges Didi-Huberman, Jean Baudrillard, Ivan Illich, Hans Jonas, Jacques Ellul, Guy Debord.

• Admiradores do círculo intelectual a que Flusser se associou em São Paulo (notadamente, o Instituto Brasileiro de Filosofia) ou dos estudiosos que ele teve como interlocutores (por exemplo, Vicente Ferreira da Silva, Guimarães Rosa e Celso Lafer).