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Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros: conheça essa obra-prima!

O poema escrito no final dos anos 1630 é um exemplo de poesia preciosa.

Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros, de Germain Habert, é mais uma publicação de poesia no catálogo da Editora Filocalia. A edição bilíngue – em português e francês – conta com tradução e apresentação de Lawrence Flores Pereira. “Se Milton revelou as relações em rebelião e ressentimento, condensadas no inesquecível Satã, Habert revelou o lado ‘ciumento’”, escreve.

De acordo com o tradutor, o poema escrito no final dos anos 1630 trata-se de “um típico exemplo de poesia ‘preciosa’”.

O que é poesia preciosa?

As preciosas (les précieuses), ou preciosismo, referem-se ao movimento aristocrático formado pelos frequentadores dos salons da marquesa Catherine de Rambouillet, influente anfitriã do século XVII, pioneira no conceito de “salões literários”. Por sua vez, um salão literário (salon littéraire) consistia numa reunião de pessoas eruditas – de diversas áreas – para socializar e discutir temas de filosofia, literatura, política, entre outros.

A respeito do poema, Lawrence Flores Pereira explica mais: “o termo ‘precioso’, ainda agora, não perdeu a pecha de ridículo cunhada por Moliére em Les Precieuses Ridicules e em Femmes Savantes. Esse silencioso repúdio é o grande responsável pelo esquecimento do atual poema, mas não o explica por completo”.

De acordo com o tradutor, para a época esse poema apresentava gênero e temas nada incomuns: “uma história de amor, ambientada num cenário algo bucólico”. Ainda em suas palavras, “como o próprio título sugere, é um poema de metamorfose, de mutação, transformação, bem na tradição da poesia barroca francesa da primeira metade do século XVII. É uma peça que fala de inconstância, de espelhos na superfície das águas, de perda, de dor, mas também da impossibilidade de sofrer. Trata também do destino dos homens e da necessidade divina. Estilisticamente, é um poema cintilante, profundamente ‘barroco’, se entendermos barroco como um modo figural e alusivo de escrever”.

Confira alguns versos de Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros!

A única ambição que me atiça o sentido
É conhecer de ti um fato já vertido,
De Dáfnis conhecer o destino em ditoso
De Fílis conhecer o pesar amoroso,
De como amou um morto com fogo abrasante
E enfim se transformou por ser muito constante.
Propícia testemunha em seus castos quereres
Que deles viste a dor e também os prazeres,

Se de uma seta igual tua alma foi tocada,
Revela-me a paixão que ainda tens ocultada,
E, ao expô-la à clara luz, não tenhas nem temor
De admitir um profano aos mistérios do Amor.

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Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros
Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros.

Quem foi Germain Habert?

Germain Habert foi um clérigo e poeta francês, autor de duas obras: Metamorfose dos Olhos de Fílis em Astros e a biografia do cardeal e teólogo ascético Pierre de Bérulle – livro que escreveu já no final da vida. Pouco conhecido na atualidade, Habert nasceu em Paris, em 1604.

Como era comum aos homens da época, a literatura não era sua única atividade. Assíduo frequentador do Hotel de Rambouillet, da marquesa, reunia-se ali junto às mais brilhantes mentes da primeira metade do século XVII. Germain Habert foi contemporâneo do dramaturgo Pierre Corneille, um dos membros fundadores da Academia Francesa, e também esteve entre os que mediaram a discussão conhecida por “La Querelle du Cid”, a respeito da peça do próprio Corneille e das regras do teatro.

Não se sabe muito a respeito de sua vida religiosa, apenas que, por volta de 1642, teria participado da Companhia do Santo-Sacramento, sociedade católica que fez parte da Reforma. Germain Habert morreu em 1654.

Por que ler poesia?

Há quem não passe um único dia sem ler poesia. Ela pode mesmo ser “mágica”, por conseguir oferecer tantos benefícios, às vezes em tão poucos versos. Antes de falar das maravilhas que a leitura de versos proporciona, vamos explicar, de forma simples, o que é poesia.

A poesia é um gênero literário com estrutura própria e bastante específica – que é diferente da estrutura do romance. Na poesia, a linguagem é mais contida e muitas vezes há maior grau de ambiguidades nas frases.

Pode-se dizer que o fazer poético é uma espécie de jogo, e por isso mesmo tem uma dimensão lúdica e sensorial distinta – e elevada. A poesia pode ser ouvida, vista, cantada ou mesmo sentida pelo corpo.

Considerada uma das mais poderosas ferramentas pedagógicas, é usada na alfabetização de crianças e adultos, tanto na língua materna quanto na aprendizagem de novos idiomas. Além do mais, a poesia ajuda a aprimorar a leitura de forma geral e na capacidade do leitor de expor os próprios pensamentos: alegrias, tristezas, angústias…

E tem muito mais! Confira mais benefícios da leitura de poesia:

  • desperta as emoções;
  • é uma fonte de encantamento;
  • estimula o senso estético;
  • desenvolve o pensamento e a linguagem;
  • exercita a memória;
  • permite reconhecer os significados do mundo;
  • aprimora a escuta;
  • auxilia a criar uma conexão entre o que é lido e o mundo ao redor;
  • torna clara a representação dos desejos,
  • promove a liberdade,
  • aumenta o repertório,
  • desperta o senso crítico,
  • eleva a competência literária.

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