Depois da Tempestade - Como salvar a democracia na Europa

ORGANIZAÇÃO:
Middelaar, Luuk van e Parijs, Philippe Van

TRADUÇÃO:
Sette-Câmara, Pedro

INTRODUÇÃO:
Rompuy, Herman Van

Editora:
É Realizações

Gênero:
Ciências Humanas e Sociais

Subgênero:
Política

Formato:
16 x 23 cm

Número de Páginas:
280

Acabamento:
Brochura

ISBN:
978-85-8033-337-4

Ano:
2018
Pertence à coleção:
Coleção Abertura Cultural

Tags:
União Europeia, política internacional, crise do euro, crise migratória, globalização e Ocidente

Depois da Tempestade - Como salvar a democracia na Europa

R$99,90

Sinopse

Amartya Sen, Jürgen Habermas, Rémi Brague e outros doze dos mais prestigiados pensadores da atualidade, de posicionamentos políticos bastante diversificados, estão reunidos neste volume a fim de discutir caminhos para o aprimoramento e a manutenção da harmonia europeia. O convite partiu de Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu quando a União Europeia recebeu, em 2012, o Prêmio Nobel da Paz – e que enfrentou, enquanto ocupava esse cargo, desafios perturbadores como as ondas de imigração ilegal, a ascensão de movimentos populistas e o agravamento da crise do euro. Como organizadores da coletânea estão o liberal Luuk van Middelaar e o progressista Philippe Van Parijs. As perspectivas econômica, filosófica, histórica e sociológica aqui se encontram para que se discutam, sem medo da discordância, os temas mais urgentes para a causa da sobrevivência da civilização.

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SOBRE O LIVRO

Em 2009 a União Europeia transformou a presidência do Conselho Europeu, até então uma função rotativa, em um cargo com mandato fixo e exercido por um único indivíduo. Esse posto tem sido por vezes considerado o de “presidente da Europa”, e o primeiro político a ocupá-lo foi o nobre belga e democrata-cristão Herman Van Rompuy. Foi durante o seu mandato que a UE recebeu, em 2012, o Prêmio Nobel da Paz – um feito considerável, especialmente quando se levam em conta as turbulências que acometeram a Europa naquele período: ondas de imigração ilegal, revolta contra o desemprego, novos movimentos de rua, ascensão do populismo, crescimento de causas separatistas, aumento da especulação financeira, prejuízos por fraudes fiscais, estouro da dívida da Grécia, agravamento da crise do euro. Com formação em filosofia e em economia, Van Rompuy registrou suas reflexões sobre os desafios do poder no livro A Europa na Tempestade, publicado no último ano de sua gestão. A ponderação e a disposição a ouvir foram as marcas distintivas de seu governo, e outro de seus frutos é este livro Depois da Tempestade, no qual se reúnem avaliações e propostas – sugeridas por pensadores das mais variadas orientações teóricas – que não só ajudaram o político a enfrentar as adversidades da sua presidência mas sobretudo apontam meios para que a Europa tenha sucesso ao lidar com as suas tormentas permanentes.

A obra proporciona um encontro raro entre alguns dos mais respeitados intelectuais da atualidade e os principais representantes das diversas visões sobre a política europeia. Nela comparecem um vencedor do Prêmio Nobel de Economia (Amartya Sen), um dos maiores herdeiros vivos da fenomenologia e da história das filosofias islâmica e cristã (Rémi Brague), o mais importante continuador da Escola de Frankfurt (Jürgen Habermas), um antigo discípulo de Norberto Bobbio (Maurizio Ferrera), um historiador do liberalismo e ex-aluno de Isaiah Berlin (Larry Siedentop), um opositor do tratamento dispensado pela União Europeia ao problema da dívida grega (Dani Rodrik), o proponente de uma modalidade civilizada de nacionalismo e antagonista do princípio da livre circulação entre países (David Miller), um defensor de que a UE se transforme numa União Social Europeia integralmente composta por Estados de bem-estar social (Frank Vandenbroucke), o atual presidente do Tribunal de Justiça da UE (Koen Lenaerts), o presidente do Centro de Estratégias Liberais (Ivan Krastev), um ex-orientando de Claude Lefort e diretor do Centro Raymond Aron em Paris (Pierre Rosanvallon), um corredator do Tratado de Maastricht que consolidou o status legal da União Europeia (Dieter Grimm), um acadêmico e influente jornalista político holandês (Paul Scheffer), o criador da distinção hoje clássica entre as integrações positiva e negativa nas relações internacionais (Fritz W. Scharpf) e uma cientista política da Turquia, país que aspira sem sucesso tornar-se membro da UE (Turkuler Isiksel).

Pluralismo é o que se nota também na dupla de organizadores deste volume. De um lado, Luuk van Middelaar – de quem a É Realizações já publicou Politicídio e Europa em Transição –, um jovem teórico político, assessor e redator dos discursos de Herman Van Rompuy e ex-membro do partido liberal-conservador holandês. De outro lado, Philippe Van Parijs, filósofo associado ao marxismo analítico e principal proponente da chamada renda mínima. Eles foram responsáveis por coordenar os encontros que resultaram nesta obra, além de assinarem, juntos, o prólogo e, individualmente, os epílogos do livro – e de fornecerem, na abertura de cada capítulo, um minicurrículo do colaborador que o escreveu, seguido de um resumo do argumento que ele apresenta. A introdução é escrita pelo próprio Van Rompuy, que compartilha algumas reflexões sobre o seu mandato de cinco anos, agora concluído. Somando-se a esses textos os ensaios dos quinze colaboradores, Depois da Tempestadediscute – ora em perspectiva político-econômica, ora em perspectiva histórico-filosófica; com espaço a muitas discordâncias, mas nunca faltando em clareza ou sinceridade – alguns dos temas mais relevantes para o mundo contemporâneo, como a soberania dos Estados-nação, o papel dos líderes políticos atuais, a necessidade de valores morais compartilhados, a superação do imperialismo, a ameaça do terrorismo, o potencial dos países emergentes, o declínio das ideologias, a eficácia dos sistemas eleitorais, a insistência em uma moeda única (como o euro) e a própria viabilidade da União Europeia.

 

Curiosidades

• A estabilidade da comunidade europeia, tema de Depois da Tempestade, é decisiva para os propósitos da paz mundial e da preservação dos valores do Ocidente.

• São raros os tratamentos pluralistas do projeto da União Europeia, frequentemente abordado de maneira emocional ou ideologicamente enviesada, ao passo que esta obra reúne textos de intelectuais de diversificadas inclinações teóricas e é organizada, em dupla, por um filósofo liberal e um filósofo de esquerda.

• Herman Van Rompuy, quem convocou os pensadores que colaboram com este livro a sugerirem propostas para a política europeia – e é autor do texto de introdução à obra –, desempenhou um elogiado mandato como presidente do Conselho Europeu, estando a exercê-lo quando a UE foi premiada, em 2012, com o Nobel da Paz.

• Entre os autores dos ensaios compilados neste volume estão alguns dos mais prestigiados eruditos do mundo atual, como Amartya Sen, Jürgen Habermas e Rémi Brague.

• Os organizadores, Luuk van Middelaar e Philippe Van Parijs, incrementam a coletânea com um texto conjunto servindo de prólogo e com textos individuais na posição de epílogos, além de proporcionarem, no início de cada capítulo, uma minibiografia do autor e uma síntese da sua análise.

• Uma ampla gama de assuntos é considerada no decorrer da obra, todos altamente relevantes para as discussões políticas contemporâneas: representatividade política, crise econômica, imigração, nacionalismo, separatismo etc.

• A coletânea é plural também do ponto de vista disciplinar, abarcando considerações econômicas, filosóficas e históricas tanto quanto de ciência política.

• O Brasil é mencionado em certos momentos do livro, entre os países emergentes que, em tese – mas discutivelmente –, ameaçam rivalizar com a Europa em protagonismo no cenário mundial. 

 

SUA LEITURA SERÁ ESPECIALMENTE PROVEITOSA PARA:

• Interessados nos debates a respeito de política internacional, blocos econômicos, imigração, internacionalismo, multiculturalismo ou diplomacia.

• Estudantes de ciência política, economia, sociologia, relações internacionais, filosofia, direito, comércio exterior, administração pública, geografia ou história.

• Professores de política contemporânea, história da economia contemporânea, geopolítica, filosofia política, direito internacional ou história política.

• Formadores de opinião – como blogueiros, jornalistas e políticos – que se ocupam dos desafios socioeconômicos enfrentados pelo mundo contemporâneo.

• Pesquisadores de temas como União Europeia, nova ordem mundial, acordos internacionais, globalismo, crise do euro, crise migratória, democracia representativa, declínio das ideologias e marxismo analítico.

• Conservadores e progressistas à procura de uma análise equilibrada do projeto político da União Europeia.