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O Livre Arbítrio

AUTOR:
Agostinho, Santo

TRADUÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Taurisano, Ricardo

Editora:
Filocalia

Gênero:
Filosofia

Subgênero:
Filosofia

Formato:
16 x 23 cm

Número de Páginas:
732

Acabamento:
Capa dura

ISBN:
978-85-69677-29-1

Ano:
2019
Tags:
Filosofia antiga, Patrística e Filosofia cristã

O Livre Arbítrio

R$179,90

Sinopse

A editora Filocalia oferece ao público leitor uma edição bilíngue em três volumes desta obra fundamental de um dos maiores gênios do pensamento ocidental, Agostinho de Hipona. Este primeiro volume que está sendo lançado agora contém a tradução da primeira parte da obra, acompanhada de notas explicativas e de extensos comentários para cada parágrafo, além de dois ensaios introdutórios e de um léxico de referência com centenas de verbetes. Os volumes restantes contendo as respectivas traduções anotadas e comentadas das segunda e terceira partes da obra serão lançados logo na sequência.

Escrita em Roma pouco depois de sua conversão (388), esta primeira parte constitui um diálogo entre Agostinho e seu discípulo Evódio. O abrupto da questão inicial evidencia o desafio a ser enfrentado: se Deus é o criador de tudo, como não seria ele o responsável pelo mal no mundo, conforme acusava o maniqueísmo? A estratégia adotada foi deslocar o problema da natureza para o sujeito: cada um é o autor de seu próprio malfeito, e todo sofrimento é decorrente de retribuição meritória administrada pela Providência. Porém isso era mais simples de crer do que justificar. Por indução com base na análise de dois gêneros de pecado, conclui-se que o mal situa-se na libido, o amor sensual dos bens passíveis de perda involuntária; portanto nem na natureza, muito menos em seu Criador. Essa “solução” inicial, ainda dependente de uma mundividência clássica, assentava-se na primazia da razão sobre os movimentos irracionais da alma, herança platônica que os estoicos levaram às últimas consequências com seu ideal de sabedoria. O resultado inevitável era a autossuficiência do arbítrio da vontade para evitar o mal e praticar as virtudes que conduzem à vida feliz. No racionalismo desposado aqui pelo autor, o querer apenas basta, porque a vontade, onde reside o mérito de toda ação, está em poder de si própria.

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